1553. O Padre José de Anchieta começa, no Brasil, a desenvolver, como forma de propaganda didático-religiosa, seu trabalho de catequese indígena através do teatro. Aproveitando as tendências artísticas inerentes aos índios, os jesuítas criam o chamado Teatro Catequético, baseados em um gênero teatral também utilizado nas festas de Corpus Christi, na Espanha: o auto dramático. Os Autos são uma espécie de representação alegórica de temas religiosos e, por suas características, atendiam às premissas do processo catequizador. Anchieta escreve textos que discorrem sobre determinados conceitos éticos, morais ou dogmáticos, segundo a ótica do cristianismo. Em cena, imperadores romanos, santos, demônios e personagens simbólicos, papéis representados pelos índios, por seminaristas e pelos próprios padres. Obedecendo a uma determinação da Companhia de Jesus, as índias não participam das representações. Pela lógica da Igreja Católica, as mulheres comprometeriam o bom andamento dos trabalhos em contato com os sacerdotes. Uma exceção somente se fazia caso a personagem fosse uma virgem. Se não, os homens travestidos deviam desempenhar os papéis femininos. Em meados do século XVI, primórdios do Teatro Jesuítico, armava-se um tablado na aldeia e aí se davam as encenações. Posteriormente, com a fundação de colégios e a construção de capelas, para lá se transferiram os espetáculos, com falas escritas em latim, português, espanhol e em tupi-guarani.
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terça-feira, 14 de julho de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Botando Boneco
No Ceará , o Teatro de Bonecos - tradição de gestas populares que incorpora temas dos autos dramáticos, dos folguedos, das narrativas orais e do realismo fantástico - se consolidou como uma referência fundante de nossa identidade nas artes cênicas e vem sendo transfigurada em diversas formas de confecção e manipulação, desde os bonecos de fios, os de balcão, os gigantes, os marotes e, sobretudo, os mamulengos.
domingo, 12 de julho de 2015
Cabaçal


Diz o diz-que-diz da tradição que no tempo das missão - no tempo que o Crato tinha por nome Miranda e uns pade andarra por essas banda quereno fazê os índio rirá cristão -
havia um dizê que dizia que toda essa freguesia, toda essa região, um dia inda ia se afogá em água muita, munta água de montão. Intão reza a lenda,
Mas, porém, diz a crendice que um dia esse índio disse que havia de rim de novo pa essas serra e só de mal, pa se vingá dos invasô, ia destampá os manancial.
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